As generalizações são sempre perigosas. Na época em que o “downsizing” é regra a Volvo trocou um motor mais pequeno por um maior e… melhorou.

Antes da reestruturação da gama de motores, muito imposta por constrangimentos legais (necessidade de cumprir as normas Euro 6) e por contenção de custos (em termos de produção é mais rentável um só bloco com vários níveis de potência do que três diferentes), a Volvo ainda usava o 1.6 Diesel de origem PSA/Ford para as versões menos potentes de entrada da gama. Mas isso pertence ao passado. Agora existe apenas um bloco de quatro cilindros em que na base da pirâmide está o novo D2 com 120 cv de potência e 280 Nm de binário.

Apesar do significativo aumento de cilindrada (25%), a verdade é que o novo bloco recheado de medidas de redução do atrito consegue obter excelentes níveis de consumos e emite apenas 94 g/km de CO2 em condições de homologação, está perfeitamente dentro da média dos melhores 1.5/1.6 da concorrência.

E a verdade é que as vantagens de ter um motor maior a fazer o trabalho de um mais pequeno sentem-se ao volante. A entrega de potência é progressiva (esmorece acima das 3500 rpm, algo normal numa versão “castrada” de um 2.0) e nota-se que há um pulmão extra naquelas situações em que um 1.6 já não tem mais nada para nos dar, sobretudo na disponibilidade/facilidade para acelerar em subidas. Esta força tranquila está na base da naturalidade com que fazemos consumos baixos, com médias na casa dos 5 l/100 km em utilização normal, que se nos focarmos nessa meta ainda podem ser mais reduzidos.

Depois, o chassis do V40 é um dos mais evoluídos do segmento, com suspensão traseira multibraços em todas as versões, curvando com facilidade e segurança, bem como exibindo reações progressivas sem que para isso seja necessário usar uma suspensão tão firme que prejudique, acompanhados de jantes enormes.

Enfim, parece que, por vezes, maior é mesmo sinónimo de melhor.

 

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